sábado, 28 de maio de 2011

Ponto e vírgula.

O que fazer quando o ponto final se transforma em vírgula?
Quando o outro lhe diz que seu ponto não fechou nada,
Que ainda não é o fim?
O que fazer quando você não consegue escolher se quer ponto,
Ou se fica com a vírgula?
Porque depois da vírgula, pode vir qualquer coisa...
Um 'mas', um 'motivo pra eu não te amar', uma tentativa que poderá não dar em nada.
Porém, a vírgula anda me puxando, mesmo com os riscos.
O risco pode vir com um bônus,
Uma história feliz,
Ou triste.
Até o próximo parágrafo, até que a vírgula se transforme em ponto final.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vem.


Não se vá pro outro lado
Não quero te perder no escuro
Dos versos que não dizem nada
Nas noites que eu passo sem ti

Vem, esconda seu medo em meu corpo
Use do meu amor pra ser forte
Prova, mais uma vez, o sabor de ser
Feliz comigo
Juntos podemos nadar pelo rio sem cansar
Sem vontade de parar

Vem, seja meu afluente
Meu confidente, meu indecente
Meu menino inconsequente
Prometo cuidar de seus sonhos
Prometo te levar flores presas na boca
Quando eu for te acordar.

Vem, vem nascer ao meu lado todo dia
Toda manhã seja meu sol,
Meu ar, meu pão
A alimentar meu coração que anda faminto
De amor.

19/02/2011, em um momento meu, que não sei dizer qual foi.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pra eu voltar pra mim.

Eu vou até o fim, pra achar você
E se eu não conseguir lhe trazer
Eu volto só.
Eu volto só comigo.
Comigo trago também as lembranças
Não pra chorar,
Mas pra lembrar que foi preciso viver de vc,
Pra que eu pudesse voltar pra mim.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Metade Da História Dos Dois.

Ela decidiu não se apaixonar naquele dia.
Saiu produzida, escovada e com rímel.
O salto, que há muitos dias não usava, também saiu de casa.
Como manda o script, ele veio buscá-la.
Ele tinha um rosto normal,até aqui nada de espetacular.
Ela pensava estar imune a sentir,
Ele seria apenas uma companhia agradável,
Sem esperanças de outros encontros.
Não se sabe o porquê, mas quando ele começou a falar,
Algo parecia familiar, conhecido, próximo da alma dela.
Mesmo falando de passado, de histórias de amor da adolescência,
Assuntos que ela não esperava ouvir;
Mesmo assim ela queria estar ali, ouvindo-o,interagindo com ele.
O bar estava cheio, mas a moça só enxergava o moço
Parecia que só havia os dois, ali, sentados.
Algumas cervejas, algumas mudanças de assunto,
Mas que importa o conteúdo dos assuntos, agora?
O que importa é que algo nele soou importante pra ela.
Fez sentido.
E, na despedida, à porta de casa, ela não esperava um beijo
Mas este beijo ocorreu: esplêndido, perfeito.
Logo após os lábios se separarem, uma música para os ouvidos dela:
“Vamos nos ver amanhã novamente? Ir à praça do papa?”
Para ela, parecia um sonho,
E claro, ela aceitou.
O que houve com a moça?Cadê os planos de ficar sozinha, de não se apaixonar?
Os planos sumiram, juntamente com aquela noite.
Ela sobe as escadas numa felicidade infantil, incontida
Tão enorme que a faz pular de alegria, feito menina.
E no dia seguinte, quando se encontram, a sensação é a de que  já se conheciam há anos.
Falavam sobre tudo, deitados na grama, olhando o horizonte da cidade.
Uma paz no coração, entre beijos e palavras doces, fazia-se presente.
Tudo era lindo.
Um dia, foi-se embora a beleza de tudo.
Hoje, moço e moça dizem não saber o porquê do fim
Mas eu acho que sei, sim.
Faltou coragem,
Coragem pra juntar as almas
Pra abrir os olhos,
Pra enxergar o riso
Pra deixar o medo do lado de fora
Pra entender que o amor não tem hora
E que quebra nossas decisões.
Cadê os dois?
Devem estar perdidos por aí.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quando na rua eu o vir.

A incerteza das noites que te espero,
O coração batendo em desespero,
O seu olhar perdido e vagabundo,
As suas mãos, que sem cordas me prendem,
A sua voz, meio rouca, meio estranha,
Seu coração, medroso do escuro e do amor
A sua inconstância,
A sua liberdade de me contrariar,
O seu jeito de dizer que estou errada,
Seu desejo de ouvir jazz,
Meu desejo de ser eu,
Quando estou com você.
Quero tudo!
Tudo que venha de nós,
Tudo que venha a brotar,
Quando na rua eu o vir.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Reflexões pós-terapia

Não tenho a noção de processo.
Quero tudo no agora!
Sem gestar, sem esperar, sem investir.
Como se tudo pudesse ser num passe de mágica!
Mas isto é loucura!
Não, é falta de aprendizado mesmo.
É não ter aprendido que cada conquista é resultado de investimento diário
Que cada coisa que almejamos necessita do nosso cuidado, da nossa atenção
É não entender que cada passo que damos poderá nos levar ao lugar que queremos
É não saber regar as plantas da minha vida, diariamente
É  não cuidar das minhas relações internas, e descuidar também daquelas relações que estabeleço com o mundo ao meu redor.
Preciso começar a olhar pra mim mesma com a mesma compaixão com que olho para meus clientes;
Acreditar em mim na mesma intensidade com que acredito neles;
Deixar de me culpar pelos meus erros, aceitando-os como treinamentos para a próxima etapa da minha vida;
Ver em mim o mesmo potencial transformador que enxergo pulsando em cada pessoa que convivo.
É...preciso cuidar de mim.Preciso gostar mais de mim.
Preciso ser mais paciente comigo, e mais amiga de mim mesma.
Preciso, sobretudo, aprender o que é verdadeiramente o AMOR próprio.


domingo, 1 de maio de 2011

Eu sinto...

Sinto que não senti o suficiente
Não me doei o suficiente
Não falei o que eu queria
Na hora em que podia dizer.
Eu não disse que eu gostava,
Que eu gostava mais do que parecia,
Que eu queria estar perto todo dia.
Eu não disse que aceitava os seus defeitos
Nem falei que até achava charmoso o seu jeito
De andar.
Não falei que pegar nas suas mãos era mágico
Nem disse que todo momento ao seu lado era único.
Hoje eu sinto falta das nossas saídas sem rumo,
Do gosto constante de aventura e incerteza,
Das suas risadas e bobeiras
Sinto falta até de você me chamar de “topeira”!
Você não era romântico, mas nem precisava ser
Seu jeito de me abraçar me deixava bem.
Eu, ao seu lado, esquecia do mundo
Eu, com você, só queria que o tempo passasse devagar
Pra eu me abrigar nos seus braços, com mais calma.
Difícil deixar pra trás quem gostamos
Dói dizer adeus para alguém que nos faz sorrir,
E que ao mesmo tempo nos faz chorar.
Eu queria muito seu SIM, agora
Pra reconstruirmos tudo, de onde tudo desandou
Que a minha naturalidade aflore,
Que seu coração me aceite,
Que nós nos encontremos novamente,
Um dia...um dia!